Publicado por: andandoempe em: 27/07/2009
Olá, pessoas! Sim, sumi novamente, mas estou de volta
Voltei para contar que nesse último sábado (25) estive no Chevrolet Hall, em Olinda, na Estação Retrô 80. Segundo a bilheteria da casa de espetáculos, eu e aproximadamente cinco mil pessoas (o que deixou a casa de shows nem muito vazia, nem lotada) tivemos um acesso de nostalgia e resolvemos nos reuinir para relembrar a alegria e a irreverência que marcaram o pop/rock brasileiro na década de 80. Em sua segunda edição, a festa teve como atrações Kid Vinil (Magazine), Silvinho Blau Blau (Absinto), Dr. Silvana (Dr. Silvana e Cia), Afonso Nigro (Dominó), Avellar Love (João Penca & Seus Miquinhos Adestrados), Guilherme Isnard (Zero) e Paulo Ricardo (RPM).
O show, que estava previsto para as 21h, começou quase à meia-noite, com a banda recifense Dick e os Vigaristas. Eles tocaram clássicos da Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso, entre outras. Tudo muito sério, senti falta de canções mais “farofas”. Depois deles, já por volta da 1h30 do domingo, veio a Perdidos na Selva, pioneira no revival oitentista (ela é a banda do DVD Festa Ploc, de 2005), que acompanhou os artistas e também vários sucessos do tempo das polainas e da calça baggy. O primeiro convidado a se apresentar foi o carismático (e a cara do Mr. Magoo) Kid Vinil, que além de cantar os hits da sua extinta Magazine, “Eu sou boy” e “Tic-tic nervoso”, homenageou o Ultraje a Rigor com “Inútil” e “Ciúme”. Em seguida, o ainda galã Afonso Nigro fez a mulherada gritar com canções do grupo Dominó, como “Manequim” e “Tô pê da vida”.

Separados por um tic-nervoso: Kid Magoo e Mr. Vinil
Depois, Avellar Love trouxe sua irreverência mandando ver em “Papa uma”, “Lágrimas de Crocodilo” e “Merdley”, uma reunião de paródias de clássicos da Jovem Guarda, como “Pode vir quente que eu estou fervendo”, de Roberto Carlos e “Feche os olhos”, de Renato e seus Bluecaps. Fique passada como esse homem envelheceu, a imagem que eu tinha dele na minha cabeça era dele como Mauricinho, o primo pentelho da Xuxa no filme “Lua de Cristal” !
Mas o título de “rei do escracho” da noite é do Dr. Silvana. Não bastasse o humor de músicas como “Taca a mãe pra ver se quica” e “Serão extra”, ele ainda brincou com os músicos da banda e com a plateia, além de fazer um quase strip-tease, tirando a camisa e mostrando seu corpo, digamos, bastante fora de forma. Auto-estima e bom humor em dia são tudo!
O típico eterno-garotão-carioca-de-praia Silvinho Blau Blau, suas caras, bocas, requebros e seu “Ursinho Blau Blau” botaram o povo para dançar. Achei o máximo a performance dele em “Amante Profissional”, do Herva Doce. Mas o ápice veio com todos juntos e reunidos no palco, cantando “Carimbador Maluco”, de Raul Seixas. Todo mundo (músicos e plateia) cantando, pulando, dançando a alegria de ser criança outra vez (viva o slogan do Playcenter, uahauahuah).
Paulo Ricardo, atração mais aguardada da noite (inclusive por parte da minha pessoa, tiete desse cidadão – e daí? – desde os tenros 12 anos de idade), e sua banda PR5, da qual também faz parte o baterista Paulo Pagni, seu ex-companheiro de RPM, começou sua apresentação por volta das 3h. Chegou, de cara, cantando dois hits: “Vida real”, tema do reality show global Big Brother Brasil. BBB é anos 00, mas OK, é famosona. Em seguida, veio “Loiras geladas”, clássico do RPM (ufa!). Depois, deu vez ao seu novo trabalho e cantou “A Chegada”, do se mais recente álbum “Prisma”. Relevável, aproveitar um público que, em sua maioria gosta dele para contar/cantar as novidades. Na sequência, chamou Isnard para dividir os vocais em “Agora eu sei”. Depois, sozinho novamente, Paulo Ricardo mandou ”Imagine“, dos Beatles, e foi para o meio da plateia, para delírio dos fãs de plantão.
Foi aí que a coisa desandou. Louco de Ki-Suco , o ex-RPM começar a entoar canções que fugiam totalmente do tema da festa, como “Beautiful Day”, do U2, e “Kiss”, do Prince. Até uma homenagem à música pernambucana, com trechos de músicas de Alceu Valença, Chico Science & Nação Zumbi e Otto, ele fez. OK, fofo, Pernambuco te ama, você é uma simpatia, mas tudo na vida tem hora. E a hora ali era de cantar os hits do RPM (os da carreira solo anos 90 também rolava, vai), fazer o povo que estava ali feliz e só. Resultado: a pista da casa de shows começou a esvaziar. Dos poucos que ficaram, alguns ainda gritavam “toca RPM!”. Poucos foram os que presenciaram o momento pelo qual, enfim, o público esperava. E ele aconteceu: já no fim, Paulo Ricardo trouxe os grandes sucessos do RPM, como “Revoluções por minuto”, “Alvorada Voraz”, “Olhar 43”, “London, London” (originalmente de Caetano Veloso – nessa eu chorei, de verdade) e “Rádio Pirata”. Não foi o suficiente para redimi-lo, mas deixou a sensação de dever cumprido.
Publicado por: andandoempe em: 27/06/2009
Olá, pessoas! Estou viva, e de volta
Chego logo com uma boa nova para os metaleiros do Recife (eitxa que esse é o ano dos headbangers! Hehehe)! Duas das bandas mais importantes do gênero no país (se não as mais) vão se apresentar juntas aqui na terrinha: Sepultura e Angra! É a primeira vez que eles fazem uma turnê juntas. Legal, né? O “grande encontro” está marcado para o dia 08 de agosto no Clube Português do Recife.
O Sepultura faz o show do novo CD “A-Lex,” inspirado no livro (que depois virou filme) “A laranja mecânica”, de Anthony Burgess, e o Angra volta após dois anos e vai fazer o “the greatest hits”. As duas já trocaram várias vezes de integrantes, e atualmente estão assim, ó:
Angra – Edu Falaschi (vocal), Kiko Loureiro (guitarra), Rafael Bittencourt (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Ricardo Confessori (bateria)
Sepultura – Derrick Green (vocal), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Xisto (baixo) e Jean Dolabella (bateria)
Se joga, meu povo!
Angra e Sepultura
Quando: 8 de agosto (sábado)
Onde: Clube Português do Recife (Av. Rosa e Silva, 172- Graças)
Preço: R$ 30,00 (meia), R$ 40,00 + 1 quilo de alimento (social) e R$ 60,00 (inteira).
À venda nas lojas Blackout, Gramophone (Shopping Recife), Disco de Ouro e na Secretaria do Clube Português.
Publicado por: andandoempe em: 17/05/2009
Olá, pessoas! Andei sumida, mas estou viva
Não podia deixar de comentar que saiu o CD ao vivo da Devotos, que saiu agorinha (com um atrasinho) do forno. A qualidade do som ficou ótima, e realmente conseguiu manter a aura da noite do show (que eu contei aqui como foi, lembram?). São 31 faixas com canções de todos os álbuns da carreira da banda, de “Agora Tá Valendo” (1997) a “Flores com Espinhos para o Rei” (2006). Tudo lépido e ligeiro, numa lapada só. Também há as participações especiais de Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Adilson Ronrona (Matalanamão), Clemente (Inocentes) e Afoxé Ilê de Egbá.
Uma historinha de bastidores, já que relembrar é viver: antes de começar a apresentação, Cannibal estava baixando em seu computador a discografia completa de… Michael Jackson! A menção do astro pop acabou animando Clemente e Lirinha, que também admiram seu trabalho. Este último até arriscou uma imitação das dancinhas de Jacko, muito bom! Mas no palco o que rolou mesmo foi porrada da orelha…
Publicado por: andandoempe em: 23/04/2009
Olá, pessoas! Desculpem o atraso do resultado do sorteio dos kits da Black Drawing Chalks, é que não consegui um software para isso (o Sorteio Virtual não roda no XP
). Então, fiz diferente: pedi a jornalista Maria Carolina Santos que escolhesse três números, aleatoriamente. Foi assim:
eu: carol
diz 3 números de 1 a 10
Enviado às 21:49 de quarta-feira
Maria: 7
8
5
pra que?
eu: eh um sorteio do meu blog
n consegui um software de fizesse isso
entao…
E assim foi. Desta forma, os ganhadores do CD+adesivo+cartão postal são Rodrigo Gomes, itte e ste. Parabéns

A prova de que sou uma pessoa idônea
Publicado por: andandoempe em: 17/04/2009

Olá, pessoas! Como vocês devem saber, hoje começa o festival Abril Pro Rock, que começa às 20h lá no Chevrolet Hall, na minha querida cidade, Olinda. Embora estrela da festa seja a “banda mais barulhenta do mundo”, o Motörhead, umas das promessas de banda-que-vai-quebrar-tudo é a Black Drawing Chalks, que fez um dos melhores show que o Recife viu em 2008, no Nox On The Rocks.
Os moços de Goiás Denis De Castro Pereira (Baixo), Douglas De Castro Pereira (Bateria), Victor Oliveira Rocha (Guitarra / Voz) e Renato Cunha (Guitarra / Voz) andam arrasando até no exterior: eles se apresentaram no festival Canadian Music Week, em março, e o site “Too High to Get it Right” disse que, desde o Sepultura, essa deveria ser a melhor exportação de música alta do Brasil.
Conversei com Denis há algumas semanas (não postei antes porque esta pobre blogueira anda muuuuito ocupada, sorry), e ele não só deu uma entrevista, mas também um presentinho para vocês, queridos leitores: três kits com single promocional da banda, adesivo e um cartão postal da Monstro Discos. Confere aí a prosa, que láááá embaixo eu conto como fazer para concorrer a um desses mimos:
A Black Drawing Chalks iniciou suas atividades no início de 2004, mas só começou a fazer shows em 2005. Por quê?
É que a gente queria ficar um ano dentro de estúdio mesmo, elaborando melhor a banda, procurando se entender nas músicas. No começo a gente tirava uns covers pra nos mesmos e tal, mas isso foi só durante um mês. Aí começamos a fazer nossas próprias músicas, e pra elas ficarem boas pra apresentação durou um tempo. Foi meio que um consenso de todos, mesmo. Ensaiamos durante um ano, aí quando o Fabrício (Nobre, dono da gravadora independente Monstro Discos, vocalista do MQN e presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes, a Abrafin) assistiu um ensaio da banda – porque ele já conhecia os meninos, Douglas, Victor e Marco (antigo guitarrista) por conta dos trabalhos gráficos q eles fizeram pra Monstro. No mesmo dia, ele nos levou no estúdio Rock Lab, pra acertar uma demo, com três musicas. Gravamos, aí ele chamou a gente pra abrir um show pro MQN junto com o Pata de Elefante aqui em Goiânia (GO). Daí começamos a tocar.
Como foi o primeiro show? Valeu a pena esperar?
Um desastre!Todo mundo nervoso. O som estava bom, só que aconteceram uns tilts em cima do palco: baixo ficando sem energia, prato da bateria caindo… coisas de nervosismo, mesmo. Mas valeu a pena num aspecto: com o primeiro show, a gente já fez notação de tudo que precisava mudar e melhorar. No seguinte, inclusive na mesma casa do primeiro e também abrindo pro MQN, foi beeeem melhor. Tem até um vídeo dele no YouTube. Ops, errata! Esse foi o segundo da casa, mas não foi o segundo nosso, não. O segundo nosso foi no Goiânia Noise.
E como vocês fizeram pra melhorar o show da banda?
Assistindo vídeos da gente tocando, vendo shows de bandas que nos gostamos, como MQN, Mecanics, The Datsuns.
Além dessas bandas, quais vocês gostam?
Ixi, tem banda demais! De Lynard Skynyd, passando por Pantera até MDMT.
Vocês acham que conseguiriam gravar um álbum se não fosse pela Monstro?
Talvez sim, mas não com a mesma qualidade, facilidade e condições em que foi feito. Ele já nos levou no melhor estúdio de gravação da cidade, um dos melhores do país, com condições de pagamento facilitadas, com um produtor que gosta dos mesmos sons que a gente. Resumindo, a Monstro foi uma mão na roda pra gente e o Fabrício um pai pra banda.
Hoje já dá para viver de música?
Ainda não. Agora que começamos fazer os shows que cobrem eles próprios… tipo, pagam a estadia, passagem, alimentação e uma graninha pra fazer algumas coisinhas mesmo na própria cidade. Mas nada que dê pra pagar as contas do mês e viver disso.
E como anda a cena independente de Goiás?
Muito boa! Os festivais cada vez mais fortes. Esse ano provavelmente sairão pelo menos mais duas bandas de grande nível.
Quais?
Mugo, Diego de Morais e Backbiters. Diego já é bem conhecido, mas agora eles vão lançar o CD na mesma época. Mugo ganhou ano passado como banda mais acessada no MySpace Brasil, isso sem CD lançado. Isso tudo mostra como a cena está ficando forte. E com os contatos internacionais que a Monstro anda fazendo, isso tende a tomar proporções internacionais.
Como surgiu a história de ir tocar no Canadá ?
Surgiu com a satisfação da Monstro com os nossos shows em Goiânia e nos outros estados e a disposição da gente viajar pra tocar. Com isso, a Monstro começou a mandar o material do BDC para os contatos deles em todo o mundo: vídeos, CD, MP3, reportagens. E num desses agradou a curadoria do Canadian Music Week, que convidou a banda pra tocar em dois shows no festival
E a crítica falou muito bem de vocês…
Sim!!! Durante os shows o pessoal que assistia gostava muito, se divertiam com a banda. Inclusive segundo um blog do festival, fomos classificados como a terceira melhor apresentação de todo o festival, dentre uma escala de 10. E lá também conseguimos alguns contatos que conversaram com o Fabrício, e vamos saber dos resultados dessas conversas essa semana ainda.
Vocês vão tocar no Abril Pro Rock na mesma noite em que o Motörhead. Como está a expectativa?
Ixi, a partir da semana que vem, ainda com as atividades pós-Canadá, voltamos a ensaiar diariamente. E temos que terminar o novo CD, fazer camisetas, buttons, adesivos… tudo isso pra poder não deixar a oportunidade passar. E fora que tocar no mesmo festival que o Motörhead é uma responsabilidade feladaputa, né? Não pode fazer feio de forma alguma.
Vocês já tocaram no Recife. Gostaram da experiência?
Muito! Fizemos muitos amigos na cidade. Fora que foi um show muito foda. Por isso a animação de voltarmos, tocando também do lado do AMP, hoje amigos da banda!
Para encerrar, conta os planos pra esse ano da banda.
O ano está só começando… bem, inclusive. Vamos voltar para a América do Norte em outubro, queremos fazer 40 dias com shows no Canadá e nos EUA, lançar o CD novo, e dois ou três clipes das músicas novas.
E no Brasil?
Queremos fazer uma tour no Nordeste no segundo semestre, uma no interior de São Paulo e galgar uns shows no Sul do país.
E o CD novo? Já tem nome? Quando vai ser lançado?
Ainda não tem nome, mas o lançamento vai ser no Bananada desse ano. Vai ter umas 11 músicas. Mas pra irmos para o Canadá, lançamos um single promocional com duas músicas novas, em uma mixagem diferente da que vai no CD.
Gostou do papo, achou que o som dos meninos deve ser mesmo o máximo e quer levar o kit para casa? É simples! Para não ser acusada de marmelada depois, deixa aí um recado, que na próxima terça-feira (21) eu farei o sorteio e digo aqui quem são os felizardos, ok? Boa sorte a todos
Publicado por: andandoempe em: 11/04/2009
Olá, pessoas! Com um atraso de mais de uma semana (foi mal, eu estava em período de provas e só tive tempo hoje), lá vai a minha cobertura do show do Iron Maiden no Recife.
Umas 18h minha pessoa se encaminha para o Jóckey Clube do Prado, local do show. Embora eu não conheça bem aquelas bandas, foi facílimo me localizar: foi só seguir a horda de camisas pretas que tomou conta das ruas. Cientes do precinho nada camarada do que seria comercializado durante o evento, muitos já foram tomando uma do lado de fora. Cambistas vendendo ingressos para os desesperados de última hora, barraquinhas vendendo bebidas e lanches (não muito recomendáveis pela Anvisa, é verdade, mas quer coisa melhor que comida de rua?), camelôs vendendo camisas, faixinhas, bandeiras e CDs piratas do Iron. Nos tradicionais carrinhos de som, o brega de todo dia perdeu a vez: o dia era do heavy metal.
Devidamente credenciada, adentrei o Jóckey Clube e fiquei impressionada: a produção arrasou! O espaço foi mais que suficiente para o público de mais de 18 mil pessoas assistir ao show dignamente, sem ficar imprensado. Os banheiros tinham papel higiênico, quase um milagre! Os precinhos dos comes e bebes não eram nada camaradas: três reais uma água mineral, quatro reais uma fatia de pizza. Nem em boate é tão caro! Mas uma iniciativa legal foi servir as bebidas em copos descartáveis: nada de garrafas de vidro ou lata, para evitar acidentes.

A platéia (desculpa a qualidade, mas minha câmera é uó!)

Papel higiênico em banheiro de show? Um fenômeno!
Nada como a pontualidade britânica: exatamente às 20h, como estava previsto, Lauren Harris, responsável pelo show de abertura, subiu ao palco. Já imaginou o que seria se o RBD resolvesse tocar rock? Eu nunca havia imaginado, mas meninos e meninas, eu vislumbrei essa cena. A Lauren é muito, mais muito, mas muuuuuito artificial. Ela simplesmente não consegue se mexer com naturalidade. Parece uma coreografia mal ensaiada. E a voz dela é muito pop, achei muito estranha para o gênero que ela se propõe cantar (ou seja, metal). Gentxiii, só o fato dela ser filha do Homem (o líder do Iron Maiden, Steve Harris) para explicar a presença dela ali. Jesus, apaga a luz! Ainda bem que a tortura só durou meia hora. Vale comentar que o público foi bastante respeitoso, aplaudiu a apresentação e tudo.

Separados por um pai metaleiro: RBD e Lauren Harris
E às 21h15, o vídeo no telão e o áudio do discurso do então premiê britânico Winston Churchill, durante a Segunda Guerra, anunciavam que o momento ansiosamente aguardado por milhares de metaleiros recifenses (e nordestinos, por que não?): a maior banda de heavy metal do planeta tocando aqui, na nossa terrinha. E eles já chegaram chegando, com “Aces High”. Meu povo, os cinquentões colocaram a Madonna no chinelo! O vocalista Bruce Dickinson corre e pula o tempo todo, e o papai Harris (baixo), Nicko McBrain (bateria), Adrian Smith, Dave Murray e Janick Gers (guitarras) se mostraram bem vigorosos também (ok, o Dave menos que o resto. Ele é mega tiozão. E o achei a cara do Eddie Vedder!)

Dave Murray e Eddie Vedder: parece, vai!
Pra não ficar comentando faixa a faixa, porque todas as músicas foram maravilhosas, todo mundo cantou junto, a histeria foi geral e muito marmanjo foi às lágrimas e tal, a sequência tocada foi essa aí, ó:
1. “Aces high”
2. “Wrathchild”
3. “2 minutes to midnight”
4. “Children of the damned”
5. “Phantom of the opera”
6. “The trooper”
7. “Wasted years”
8. “Rime of the ancient mariner”
9. “Powerslave”
10. “Run to the hills”
11. “Fear of the dark”
12. “Hallowed be thy name”
13. “Iron Maiden”
BIS
14. “The number of the beast”
15. “The evil that men do”
16. “Sanctuary”
O cenário era baseado no Egito, bem do clima do álbum “Powerslave”. Não faltaram explosões, chamas e fogos de artifício, afinal, o metal é uma das vertentes do rock que mais apela para o visual nos shows, né? Adorei as “trocas de figurino” do Bruce, que vestiu o uniforme do exército britânico e agitou uma rota bandeira do Reino Unido durante “The Trooper”, e usou uma máscara egípcia em “Powerslave”. E, como não podia deixar de ser, o mascote do Maiden, o Eddie (em versão ciborgue), adentrou o palco em “Iron Maiden”.

A banda durante "The Trooper"

O famoso mascote do Iron, o Eddie, em versão ciborgue
Sabe o que é massa? Em um gênero de tantos ícones mortos precocemente como o rock, ver uma banda que desafiou o tempo e está na estrada há mais de 30 anos dignamente, apesar das trocas de integrante e tal. E sem perder o gás. Apesar do repertório saudosista, a quantidade de pessoas com menos de 18 anos na platéia mostrou que boas canções não perdem sua força com o passar do tempo. E o Iron é sempre uma das primeiras bandas de metal que alguém conhece e gosta, quem nunca viu um menino de 10, 11 anos de idade usando uma camiseta do grupo?
Mas essa onda de nostalgia vai passar já, já: Bruce anunciou no fim da apresentação de ano que vem eles lançam um álbum novo. E deixou no ar a chance de vir para cá novamente em 2011. Será? Fica aqui a torcida, cantarolando o velho “olê, olê, olê, olê, Maiden, Maiden”!
Ah, não posso deixar de comentar: o fato de só ter uma saída fez com que se demorasse muuuuuito para que todo o público pudesse ir embora. Até uns engraçadinhos começaram a cantar uns frevinhos, pois parecia o carnaval de Olinda! Mas não hove tumulto nem brigas, apesar disso.
P.S.: Fiz uns videozinhos, mas ficaram péééééssimos, porque a minha câmera é muito muito ruim
Publicado por: andandoempe em: 30/03/2009

Foto: Dudu Schnaider
Pois é, pessoas: amanhã é o grande dia do show do Iron Maiden aqui na terrinha, aê! Eles chegaram ontem à tarde, e tinha muuuuita gente no Aeroporto dos Guararapes esperando pela banda, mas o que o pessoal conseguiu foi apenas vê-los beeeem de longe.
De lá, os ingleses foram direto para o Nannai Beach Resort, em Porto de Galinhas (ê vida boa!), onde ficam até amanhã. Vou fazer questão de reparar se eles estão bronzeados, hehehe… Segundo fontes, os caras são bem tranquilos, e ate agora não aprontaram nada, não.
E fiquei passada com as exigências de camarim dele: quase nenhuma! Os bastidores vão ser bem regionais. Legal, né? Enquanto um bocado de bandinha iniciante e sem relevância é cheio de frescura, chega aqui a maior banda de heavy metal do mundo e dá uma lição de humildade! Segundo a assessoria do evento, o backstage deles vai ser assim, ó:
Comidas
No jantar antes do show, dia 31, os ingleses terão um cardápio regional com pratos como camarão a moranga, arrumadinho de charque; além de filé com cogumelos frescos. O bufê ficará por conta do Porto Fino.
Os ingleses da Iron Maiden, como costumam fazer pelas cidades por onde passam, fizeram questão de experimentar as frutas locais. Para atendê-los, será servida uma cesta com frutas da terra como carambola, pitanga e acerola, pitomba.
Decoração
Na decoração do backstage, peças da cultura regional como caboclos de lança e outros símbolos do maracatu. O artista olindense Zé Som pintou quadros exclusivos para compor o ambiente. Além dele, outros artistas também terão suas obras espalhadas pelos 14 ambientes.
Exigências
Os ingleses do Iron Maiden não têm dado muito trabalho para a produção quanto às exigências para os momentos que antecedem o show do dia 31. Pediram apenas para que não falte cerveja, um bom vinho francês (Chateau Margot) e muito chá mate e chá preto. No quesito “cuidados com a garganta”: isolamento térmico nos espaços reservados para o ensaio antes do espetáculo.
Lounge
Entre os 14 espaços diferentes que compõem o camarim dos ingleses do Iron Maiden para o show do dia 31, no Jockey Club, está o lounge onde a banda receberá convidados e amigos. Para a decoração desse espaço, os músicos solicitaram apenas que seja todo em preto e branco. Para não faltar o toque regional, serão servidas as tradicionais caipirinha e caipirosca.
E vamo que vamo! Up the Irons!
Publicado por: andandoempe em: 28/03/2009
Meu poooovo, o Iron Maiden chega amanhã aqui na terrinha! O Ed Force One, avião da banda, deve aterrissar no Recife por volta das 16h. O ingleses vão ficar hospedados no Nannai Beach Resort, em Porto de Galinhas, descansando um pouco, já que, apesar do nome, a Donzela de Ferro não é de ferro, né? No dia do show será transferida para o Hotel Dorisol, em Boa Viagem.
Agora que vocês já sabem quando o Iron chega, já estão sabendo como chegar ao show? Não? Então aí vai uma ótima dica: no site Ônibus Recife dá pra saber como chegar ao Jockey Clube do Prado saindo de qualquer lugar da Região Metropolitana do Recife, seja de busu ou de táxi, com direito a saber o preço e tudo. Legal, né? Lembrando sempre que quem quiser encher a cara nessa apresentação histórica deve deixar o carro em casa, pra poder sobreviver e contar pra todo mundo no outro dia: eu fui!
E para facilitar a vida desse mar de gente que (espero!) vai ver o show do Iron, o Grande Recife Consórcio de Transporte informou ontem (27) que vai reforçar o número de linhas para o Jockey Clube do Prado no glorioso dia 31. Segundo o órgão, dez linhas bacurau vão ser reforçadas a partir da meia-noite. Serão 61 viagens a mais durante a madrugada de terça-feira para quarta-feira para levar a cambada pra casa depois. O Grande Recife disponibiliza também para os usuários 49 linhas que já atendem às proximidades do Jockey Clube. Elas funcionarão normalmente até as 22h30. As linha que serão reforçadas são essas aí, ó:
322 Jardim São Paulo (Bacurau) – mais 6 viagens
333 Totó (Bacurau) – mais 6 viagens
352 Curado II (Bacurau) – mais 6 viagens
362 Curado IV (Bacurau) – mais 6 viagens
426 Torrões (Bacurau) – mais 6 viagens
427 Monsenhor Fabrício (Bacurau) – mais 7 viagens
435 CDU (Várzea) (Bacurau) – mais 6 viagens
457 São Lourenço (Bacurau) – mais 6 viagens
462 Lot. Santos Cosme e Damião (Bacurau) – mais 5 viagens
523 Dois Irmãos (Bacurau) – mais 7 viagens
E vamo que vamo que a terça-feira está chegando!
Publicado por: andandoempe em: 25/03/2009
Olá, pessoas! Enfim, foi confirmada a atração que faltava do Abril pro Rock deste ano: a Vanguart, que se apresenta no dia 18 (sábado), na mesma noite de Marcelo Camelo, Mundo Livre S/A e Heavy Trash. Para quem não conhece o som dos mato-grossenses e tem TV a cabo, uma boa oportunidade é assistir ao lançamento do DVD Registro Vanguart hoje (25) às 22h45 no Multishow! Amanhã o CD/DVD chega às lojas.
Não tem TV a cabo? Então deixa eu falar um pouquinho dos rapazes: a Vanguart é uma banda de folk rock formada no ano de 2002 em Cuiabá, Mato Grosso, pelo vocalista e violonista Helio Flanders. Eles estão conseguindo firmar seu nome no cenário independente nacional, e já aprticiparam do Tim Festival, no palco BR em 2005, e da Virada Cultural, em São Paulo, no ano passado. As influências mais prepecptíveis da banda são de artistas de folk rock, blues e rock clássico, como Johnny Cash, Bob Dylan, The Beach Boys, The Velvet Underground, The Beatles e Neil Young. O repertório inclui músicas em três idiomas: português, inglês e espanhol (eitxa sarapatel de cachorro doido!).
Essa foi uma boa notícia para quem já estava trsite com o adiamento do Recicle Festival, para o qual eles estavam confirmados, e quem deu com os burros n’água no ano passado, quando os curitibanos cancelaram quase em cima da hora a vinda para o Coquetel Molotov. É esperar pra ver!
Enquanto o Abril não chega, videozinhos:
Publicado por: andandoempe em: 24/03/2009
Eitxa que tá de rosca! Adiaram (de novo e mais uma vez) o Recicle Festival. Agora o babado vai ser nos dias 8 e 9 de maio. Pelo menos dá tempo de recuperar o bolso da saga Iron Maiden/Abril pro Rock/Quintal PE. Olha a nota que saiu na comunidade do evento no Orkut:
O Festival foi mesmo adiado para 8 e 9 de Maio, por isso q vcs não estava rolando ainda toda midia q o festival vai ter, lamentamos profudamente mais essa mudança, mas foi totalmente necessaria, num momento de crise, ler materia do JC nos tópicos abaixo, onde ninguem consegue fazer nada sem apoio, o festival recebeu uma proposta para pela primeira vez ter um patrocinador, não podia ser deixado de lado.
Amanhã está saindo um comunicado para a imprensa e vamos divulgar aqui tambem.
Eventos são constatemente adiados, transferidos e cancelados no mundo todo, quem trabalha com isso está sujeito a varias situações q contribuem para isso, ninguem adia ou transfere show/eventos, por vontade própria, é q algo sério aconteceu.
Esperamos q todos entendam a situação, e quem quiser pode comparecer as lojas bob nick, para trocar seu ingresso, mas ele continua valendo para Maio.
Leiam a matéria q está nos tópicos abaixo, para entender um pouco como é dificil fazer/trabalhar com cultura aqui no Nordeste.
Criticar e falar mal é fácil, fazer as coisas acontecerem é q é dificil…