ANDANDO EM PE

Black Drawing Chalks – Entrevista + Promoção

Publicado por: andandoempe em: 17/04/2009

foto-bdc

Olá, pessoas! Como vocês devem saber, hoje começa o festival Abril Pro Rock, que começa às 20h lá no Chevrolet Hall, na minha querida cidade, Olinda. Embora estrela da festa seja a “banda mais barulhenta do mundo”, o Motörhead, umas das promessas de banda-que-vai-quebrar-tudo é a Black Drawing Chalks, que fez um dos melhores show que o Recife viu em 2008, no Nox On The Rocks.

Os moços de Goiás Denis De Castro Pereira (Baixo), Douglas De Castro Pereira (Bateria), Victor Oliveira Rocha (Guitarra / Voz) e Renato Cunha (Guitarra / Voz) andam arrasando até no exterior: eles se apresentaram no festival Canadian Music Week, em março, e o site “Too High to Get it Right” disse que, desde o Sepultura, essa deveria ser a melhor exportação de música alta do Brasil.

Conversei com Denis há algumas semanas (não postei antes porque esta pobre blogueira anda muuuuito ocupada, sorry), e ele não só deu uma entrevista, mas também um presentinho para vocês, queridos leitores: três kits com single promocional da banda, adesivo e um cartão postal da Monstro Discos. Confere aí a prosa, que láááá embaixo eu conto como fazer para concorrer a um desses mimos:

A Black Drawing Chalks iniciou suas atividades no início de 2004, mas só começou a fazer shows em 2005. Por quê?

É que a gente queria ficar um ano dentro de estúdio mesmo, elaborando melhor a banda, procurando se entender nas músicas. No começo a gente tirava uns covers pra nos mesmos e tal, mas isso foi só durante um mês. Aí começamos a fazer nossas próprias músicas, e pra elas ficarem boas pra apresentação durou um tempo. Foi meio que um consenso de todos, mesmo. Ensaiamos durante um ano, aí quando o Fabrício (Nobre, dono da gravadora independente Monstro Discos, vocalista do MQN e presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes, a Abrafin) assistiu um ensaio da banda – porque ele já conhecia os meninos, Douglas, Victor e Marco (antigo guitarrista) por conta dos trabalhos gráficos q eles fizeram pra Monstro. No mesmo dia, ele nos levou no estúdio Rock Lab, pra acertar uma demo, com três musicas. Gravamos, aí ele chamou a gente pra abrir um show pro MQN junto com o Pata de Elefante aqui em Goiânia (GO). Daí começamos a tocar.

Como foi o primeiro show? Valeu a pena esperar?

Um desastre!Todo mundo nervoso. O som estava bom, só que aconteceram uns tilts em cima do palco: baixo ficando sem energia, prato da bateria caindo… coisas de nervosismo, mesmo. Mas valeu a pena num aspecto: com o primeiro show, a gente já fez notação de tudo que precisava mudar e melhorar. No seguinte, inclusive na mesma casa do primeiro e também abrindo pro MQN, foi beeeem melhor. Tem até um vídeo dele no YouTube. Ops, errata! Esse foi o segundo da casa, mas não foi o segundo nosso, não. O segundo nosso foi no Goiânia Noise.

 

E como vocês fizeram pra melhorar o show da banda?

Assistindo vídeos da gente tocando, vendo shows de bandas que nos gostamos, como MQN, Mecanics, The Datsuns.

 

Além dessas bandas, quais vocês gostam?

Ixi, tem banda demais! De Lynard Skynyd, passando por Pantera até MDMT.

 

Vocês acham que conseguiriam gravar um álbum se não fosse pela Monstro?

 

Talvez sim, mas não com a mesma qualidade, facilidade e condições em que foi feito. Ele já nos levou no melhor estúdio de gravação da cidade, um dos melhores do país, com condições de pagamento facilitadas, com um produtor que gosta dos mesmos sons que a gente. Resumindo, a Monstro foi uma mão na roda pra gente e o Fabrício um pai pra banda.

 

Hoje já dá para viver de música?

Ainda não. Agora que começamos fazer os shows que cobrem eles próprios… tipo, pagam a estadia, passagem, alimentação e uma graninha pra fazer algumas coisinhas mesmo na própria cidade. Mas nada que dê pra pagar as contas do mês e viver disso.

E como anda a cena independente de Goiás?

Muito boa! Os festivais cada vez mais fortes. Esse ano provavelmente sairão pelo menos mais duas bandas de grande nível.

 

Quais?

Mugo, Diego de Morais e Backbiters. Diego já é bem conhecido, mas agora eles vão lançar o CD na mesma época. Mugo ganhou ano passado como banda mais acessada no MySpace Brasil, isso sem CD lançado. Isso tudo mostra como a cena está ficando forte. E com os contatos internacionais que a Monstro anda fazendo, isso tende a tomar proporções internacionais.

 

Como surgiu a história de ir tocar no Canadá ?

Surgiu com a satisfação da Monstro com os nossos shows em Goiânia e nos outros estados e a disposição da gente viajar pra tocar. Com isso, a Monstro começou a mandar o material do BDC para os contatos deles em todo o mundo: vídeos, CD, MP3, reportagens. E num desses agradou a curadoria do Canadian Music Week, que convidou a banda pra tocar em dois shows no festival

 

E a crítica falou muito bem de vocês…

Sim!!! Durante os shows o pessoal que assistia gostava muito, se divertiam com a banda. Inclusive segundo um blog do festival, fomos classificados como a terceira melhor apresentação de todo o festival, dentre uma escala de 10. E lá também conseguimos alguns contatos que conversaram com o Fabrício, e vamos saber dos resultados dessas conversas essa semana ainda.

 

Vocês vão tocar no Abril Pro Rock na mesma noite em que o Motörhead. Como está a expectativa?

Ixi, a partir da semana que vem, ainda com as atividades pós-Canadá, voltamos a ensaiar diariamente. E temos que terminar o novo CD, fazer camisetas, buttons, adesivos… tudo isso pra poder não deixar a oportunidade passar. E fora que tocar no mesmo festival que o Motörhead é uma responsabilidade feladaputa, né? Não pode fazer feio de forma alguma.

Vocês já tocaram no Recife. Gostaram da experiência?

Muito! Fizemos muitos amigos na cidade. Fora que foi um show muito foda. Por isso a animação de voltarmos, tocando também do lado do AMP, hoje amigos da banda!

Para encerrar, conta os planos pra esse ano da banda.

O ano está só começando… bem, inclusive. Vamos voltar para a América do Norte em outubro, queremos fazer 40 dias com shows no Canadá e nos EUA, lançar o CD novo, e dois ou três clipes das músicas novas.

E no Brasil?

Queremos fazer uma tour no Nordeste no segundo semestre, uma no interior de São Paulo e galgar uns shows no Sul do país.

E o CD novo? Já tem nome? Quando vai ser lançado?

Ainda não tem nome, mas o lançamento vai ser no Bananada desse ano. Vai ter umas 11 músicas. Mas pra irmos para o Canadá, lançamos um single promocional com duas músicas novas, em uma mixagem diferente da que vai no CD.

 

Gostou do papo, achou que o som dos meninos deve ser mesmo o máximo e quer levar o kit para casa? É simples! Para não ser acusada de marmelada depois, deixa aí um recado, que na próxima terça-feira (21) eu farei o sorteio e digo aqui quem são os felizardos, ok? Boa sorte a todos :)

 

12 Respostas para "Black Drawing Chalks – Entrevista + Promoção"

tá certo, tô deixando o recado =)

Massa a banda, gostaria de concorrer um kit tbm =]

BDC é FODA!
E eu kero um kit \o/

Cara, eu conheci Black Drawing Chalks da maneira mais legal possivel, eles tocando ao vivo. Minha banda, Malaquias em Perigo, tocou no mesmo festival que eles aqui em João Pessoa e eu só conhecia a banda por nome. Quando os caras subiram no palco, deram o primeiro acorde.. eu já fiquei de cara. Guitarras pesadas, afinadas em SI, e um estigação fora do normal. Foi rock a primeira vista hehehe. Todo esse sucesso deles não é hype, é uma banda que tem um som coeso, redondo e estigado. Estarem tocando nos maiores festivais do Brasil e estarem indo para fora do país é um reflexo confortante. Afinal, é bom ver boas bandas de rock se dando bem e levando música boas a todos os ouvidos. Muitos anos de vida para Black Drawing Chalks e espero que eles voltem ao João Pessoa o mais rápido possivel.

Diego Second, banda Malaquias em perigo.

Melhor banda de Goiás disparado,e uma das melhores do Brasil.
Muito boa a entrevista,parabéns!

Melhor banda nacional em atividade e quero o kit!

os bigodes mais bonitos do brasil

os caras são MUITO BONS!
e também quero um kit :)

quero um kit desses malandros!

ah, melhor banda de goiania sem duvida, merecem demais estourar e massa demais a entrevista (:

Boa entrevista, parabéns, blogueira!

Boa entervista 8D

Black Drawing Chalks é uma das melhores bandas do Brasil
e é claro, só podia ser de Goiânia \o\

melhor cena do rock independente nacional

Deixe uma resposta